A Copa do Mundo de 2026 já garantiu seu lugar na eternidade do futebol antes mesmo do apito final em Nova Jersey. Embora o balanço financeiro seja o principal argumento da Fifa para coroar o sucesso do novo formato, os números que realmente importam foram escritos dentro das quatro linhas e nas arquibancadas da América do Norte. Esta edição não foi apenas a maior em tamanho; foi um festival de quebra de marcas históricas que redefine o que entendemos por um Mundial.
(1) O faturamento mais lucrativo da história: O primeiro grande marco dessa nova era começou pelo bolso. Impulsionada pelo salto de 64 para 104 partidas, a Fifa projetou uma arrecadação recorde de 8,911 bilhões de dólares apenas com o torneio disputado nos Estados Unidos, no Canadá e no México, superando com sobras o recorde anterior do Catar e provando o sucesso comercial do formato expandido.
(2) A maior explosão de público nos estádios: A verdadeira engrenagem desse sucesso financeiro foi a paixão do público desde a criação do torneio. Mais de 6,5 milhões de torcedores compareceram aos jogos na América do Norte, pulverizando a antiga marca da Copa de 1994 e criando uma atmosfera vibrante e sem precedentes na história da competição.
(3) A Copa com maior número de gols da história: Todo esse público testemunhou um apetite ofensivo formidável das equipes. Com o ineditismo de 48 seleções em campo, as redes balançaram impressionantes 297 vezes até as semifinais, garantindo o recorde absoluto de bolas na rede em uma única edição do Mundial.
(4) O maior artilheiro de todos os tempos das Copas: No topo dessa artilharia histórica, o mundo reverenciou a consagração definitiva de Lionel Messi. O craque argentino alcançou a incrível marca de 21 gols na história da competição, deixando para trás lendas do quilate de Miroslav Klose e Ronaldo Fenômeno na disputa direta pelo topo do futebol mundial.
(5) A maior longevidade no torneio: Enquanto Messi brilhava no ataque, Cristiano Ronaldo respondia desafiando o tempo e a idade no futebol europeu. O astro português entrou em campo aos 41 anos e 132 dias, se tornando o jogador mais velho a ser titular em uma Copa do Mundo e o único atleta a balançar as redes em seis edições diferentes.
(6) A maior invencibilidade defensiva: Ainda na parte de trás, a Espanha construía uma verdadeira fortaleza histórica. O goleiro Unai Simón estabeleceu o recorde de 648 minutos consecutivos sem sofrer gols, liderando a Fúria para se tornar a primeira seleção a passar seis partidas seguidas de Copa do Mundo sem ter sua defesa vazada.
(7) O maior feito de uma pequena nação: Por fim, a grandeza dessa Copa também se mediu pela força dos pequenos com a carismática seleção de Cabo Verde. Os cabo-verdianos emocionaram o planeta ao se tornarem o menor país do mundo em população — pouco mais de 500 mil habitantes — a se classificar para a fase de mata-mata, mostrando que os bilhões da Fifa ainda guardam espaço para o lado mais puro do futebol.




