Está marcada oficialmente para 1º de agosto, um sábado, a convenção conjunta do PSD e do Avante para referendar a chapa encabeçada pelo ex-governador José Roberto Arruda para o governo brasiliense. O próprio Arruda fez a convocação, anunciando que o tema da convenção será “Resgate do DF”.
Também explicou que convenções partidárias representam uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral, pois nelas os partidos homologam os nomes dos candidatos que disputarão todos os cargos eletivos, além de confirmarem as coligações. Portanto, disse, “mais do que cumprir uma exigência legal, a convenção é um momento de demonstração de organização, união e mobilização política”.
Por isso, quer que todos os seus partidários “compareçam e tragam os amigos, família, vizinhos, periquitos e papagaios”. Em tese, a convenção começa às 14h, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, CICB, na Asa Sul.
Fica o registro de que, até agora, só um cargo majoritário da chapa está definido: o de governador, com o próprio Arruda. O vice será anunciado lá, mas, para o Senado, ainda existem discussões: uma parcela significativa dos dirigentes quer que o ex-senador Paulo Octávio, presidente regional do PSD, volte a disputar a cadeira que já foi sua.
Faria dobradinha com outro candidato – os nomes ainda estão sendo discutidos – que poderá até vir de outra legenda. Mas também existe a tese de que Arruda não deve lançar ninguém para o Senado, fazendo uma espécie de coligação branca com as duas candidatas do PL, mesmo estando elas comprometidas com a campanha da governadora Celina Leão.
Abadia pode ser a vice (foto)
Já está em curso, dentro e fora do PSD, um movimento para que a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (na foto com Arruda) seja a vice na chapa a ser formada até 1º de agosto. Embora ela própria não tenha se manifestado, os defensores de sua candidatura lembram, em especial, que, além de sua força política, ela já foi vice no terceiro mandato do governador Joaquim Roriz, destacando-se no cargo por sua atuação firme, discreta e leal.
Segundo seus partidários, marcou seu período de vice por ser presente e comprometida com a gestão. No final do mandato, Roriz se desincompatibilizou para concorrer ao Senado e Abadia foi governadora por oito meses.
Tentou a reeleição, perdendo para o próprio Arruda, mas ficou em segundo lugar, com o PT em terceiro. Antes, já tinha sido deputada federal e distrital, além de disputar duas vezes o Buriti – na primeira, perdeu para Cristovam Buarque.
Após esse mandato, porém, Abadia não conseguiu mais se eleger, embora tenha concorrido. Para ela, a vice também representa uma boa saída, pois PSD e Avante correm o risco de não conseguir quociente eleitoral para cargos proporcionais.




